Memorização é sobrevalorizada
Um dos problemas comuns relacionados com o insucesso dos alunos é que estes focam-se demasiado na memorização, correndo o risco de perder a visão geral e conexões entre informações. O simples ato de decorar informação não leva necessariamente a uma compreensão profunda. Assim, prejudicam a capacidade de raciocinar, resolver problemas e pensar criticamente, quando deveriam ser estas mesmas as qualidades que deveriam desenvolver ao longo dos anos de escola.
A memorização, embora importante, não deve ser o único foco do processo de aprendizagem.
É uma ferramenta básica no kit de ferramentas pedagógicas. Ajuda apenas a armazenar informações.
A verdadeira aprendizagem, que é assim que os alunos são gradualmente avaliados de forma mais complexa ao longo do seu percurso académico, envolve a capacidade de aplicar o conhecimento em situações do mundo real.
Nos exames nacionais, avalia-se a qualidade do conhecimento adquirido. E ainda há muitos alunos que acham que basta decorar os livros…!
Educação ou aprendizagem que se baseia exclusivamente na memorização pode limitar a capacidade dos estudantes de se adaptarem a situações novas e complexas. Memorização sem compreensão leva a uma aprendizagem efémera, ao esquecimento rápido da informação.
Memorizar factos é útil, mas não garante a compreensão real do tópico ou matéria. O ideal é criar um equilíbrio entre memorização e compreensão. A memorização armazena dados, a compreensão interliga-os e torna-os bases da aprendizagem.
Mesmo como futuros profissionais, o mercado laboral valoriza a capacidade de aplicar o conhecimento de maneira significativa, impulsionadora e que resolva problemas do dia-a-dia.