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Animosidade professores – explicadores

Esta publicação nasce do comentário de um professor a um explicando meu: “Tens de dizer ao teu explicador para aguentar os cavalos!”. Não que seja a primeira – nem será a última – situação destas.

Quando aparece um aluno especialmente curioso, com sede de conhecimento para além do normal, tenho tendência a ir um pouco mais além na matéria. Cativá-los para o que se seguirá. Para que a vontade de aprender não esmoreça. Mea Culpa!

Mas se um aluno procura explicações é porque se sente frustrado com a escola/professor/notas/estudo/consigo mesmo e quer melhorar. Essa frustração por vezes requer mais do que saber explicar bem a matéria. É preciso compatibilizá-los de novo com o que quer que os esteja a incomodar. E fazê-lo de forma individualizada e eficaz, sendo que não há padronização possível porque cada aluno é um aluno.

Compreendo que um professor tem de atribuir um ritmo de aula adequado ao máximo de alunos da turma. Mas cada turma é uma turma. Logo, os ritmos poderão ser diferentes. Mas então e os alunos que estão acima da média, ou que começam a melhorar e se encaixam nesse perfil?

O gosto por aprender é afetado por estes comentários. Que direito tem alguém de limitar essa sede de conhecimento? O aluno deve conformar-se e seguir o ritmo dos outros?

Nunca é do interesse do explicador contradizer ou sobrepor-se a um professor (como infelizmente é interpretado). O objetivo é que o/a aluno/a melhore o seu desempenho e confiança em relação à sua capacidade de aprendizagem para que o seu verdadeiro potencial se reflita no método de avaliação imposto.

Será que estamos a remar em sentidos opostos? Por que não aceitar a complementaridade escola – estudo autónomo – explicações (caso sejam necessárias)? Caso as quesílias continuem , os realmente afetados não são os professores, nem os explicadores, mas os alunos… E é uma mentalidade que choca com o método de Bolonha e com a necessidade de ir mais além num mundo laboral cada vez mais competitivo e com menos oferta.

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